BOAS FESTAS NO DIA DA NOSSA
MADRE FUNDADORA
ASCENSÃO NICOL
Muito queridas Irmãs.
Depois de passar alguns dias nas Comunidades da Província, aprovando os Projectos Comunitários, pude na realidade experimentar a riqueza e o interesse de todas as irmãs em reflectir e partilhar o que mais lhes tinha tocado sobre os vários aspectos do Projecto.
Tudo tem a sua parte luminosa e sombria, deixaríamos de ser humanas se não fosse assim, o mais maravilhoso é que em todas as etapas da vida brilhe a chama do primeiro Amor vocacional e este tenha a força suficiente para dar sentido a viver com esperança.
Aproxima-se o dia 24 de Fevereiro, festa da nossa Madre Fundadora, Ascensão Nicol. Agradecer com ela ao Senhor sua vida, a sua obra, a vida da Congregação, e a nossa pertença à mesma.
Exigência de nos perguntarmos sobre o que somos e fazemos como suas seguidoras.
Se o estudo actual de todos os Documentos vindos do Conselho Geral, para a preparação do Capitulo Geral, a realizar em Maio, cujo tema é «Reestruturação em Fidelidade ao Carisma», toda a oração, reflexão e partilha realizada nas comunidades, tem ajudado a formular o nosso ser, hoje, frente ao que em breve vamos viver, e nos vão pedir?
Hoje é o tempo da graça, hoje é tempo de Salvação. É o que estamos chamadas a proclamar, na nossa realidade – a todos os níveis, pessoal, comunitário, Congregacional, Eclesial, Social e Político. Com e através de toda a sua complexidade, ambiguidade e inquietude.
«O Espírito sopra forte impetuoso sobre as águas do mundo. (Gn 1,2) É este Deus que estamos chamadas a testemunhar. Maria e Madre Ascensão Nicol, nos convidam-nos a abrirmo-nos ao Espírito, não a olhar sobre nós mesmas, mas mergulharmos nos acontecimentos que afloram no mundo de hoje.
Estar convencidas de que somos escolhidas por Deus para uma especial missão dentro da história da Salvação. De que o nosso projecto pessoal, nossas pequenas acções devem estar incluídas no Projecto de Deus. Só assim servirão para transformar o nosso mundo.
A Madre Ascensão Nicol, ao longo de toda a sua vida apesar das enormes dificuldades, contratempos e obstáculos do seu tempo, testemunhou a razão da sua esperança na missão evangelizadora. A sua serenidade e mansidão conduziram-na a viver na «alegria e esperança, (Rom 12,12).
Nós Irmãs Missionárias Dominicanas do Rosário, herdamos como Missionárias, esta proposta de seguimento de Jesus na entrega total aos pobres, comunicando-lhes, com o nosso viver quotidiano, que Deus não esquece a humanidade.
Fraternalmente
Lisboa 10 de Fevereiro de 2011
Irmã Maria Adelaide Varanda
(Coord.Provincial)
|