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«Fidelidade à população»

Lisboa |BAIRRO 6 DE MAIO, NA AMADORA  

Vivendo em barracas “por opção”, fizeram “pontes”, foram o “rosto da Igreja” e da “caridade” nos bairros degradados da Amadora, durante mais de 40 anos. Atualmente, as Irmãs Missionárias Dominicanas do Rosário acompanham as últimas famílias do Bairro 6 de Maio, que aguardam realojamento, e alertam para o “drama humano” que a droga gerou.

 

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AS PERGUNTAS CONTÊM TESOUROS

Que buscais? Jo. 1,38

Um ditado hebreu conta que ao princípio Deus criou o sinal de interrogação e depositou-o no coração humano. A imagem do relato evoca o símbolo da PERGUNTA: um frasco selado, fechado que se há-de amar e abrir com cuidado.

As PERGUNTAS encerram tesouros, abrem revelações. Parte do camino a recorrer estos dias, é responder à provocação de Deus e deter-nos a ESCUTAR a um Deus que interpela. Não interrogar ao Senhor, SENÃO DEIXAR-NOS QUESTIONAR POR ELE.

A Ir. Káttia Montezuma, convida as irmãs que se encontram a fazer retiro em Lisboa, na última semana de julho, a fazer silêncio, para que possam apreciar as perguntas que Jesus hoje faz pessoalmente a cada uma. No silêncio profundo, as perguntas de Jesus podem desprogramar-nos, mas convidam-nos, simultâneamente a ser protagonistas na resposta.

Festa 2017

O Senhor Cardeal Patriarca, Sr. D. Manuel Clemente, presidiu à Eucaristia da Festa do Centro e do Bairro 6 de Maio, no passado dia 2 de julho. Este ano esta tinha um significado muito especial, pois era a 25ª Festa em honra do Padroeiro, S. Domingos de Gusmão, e da celebração da independência de Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe, e ocorreu num momento em que o Bairro 6 de Maio, se encontra numa situação muito avançada de demolição/realojamento e inundado de tráfico e consumos de estupefacientes.

A presença amiga, simples, próxima e cheia de simpatia do Sr. Cardeal, para não falar da conhecida sabedoria e oportunidade da sua reflexão e partilha, “marcaram” positivamente a nossa Festa e foram muitas as pessoas que o afirmaram e repetiram. Obrigado, Senhor Patriarca!

É, ainda, de salientar muitas outras presenças e aspetos que deram “um não sei quê” de alegria especial a esta Festa: a presença de muitos Amigos, Colaboradores, Voluntários, de pessoas ex-residentes destes “nossos” Bairros, a presença dos Representantes da Embaixada de Cabo Verde, do Alto Comissário para as Migrações, da Câmara Municipal da Amadora e da Junta de Freguesia da Falagueira/Venda Nova; os cânticos, nos diferentes momentos da Eucaristia, a cargo dos Jovens de Shoenstatt/6 de Maio, Capelania Africana, Equipa d ´África e GASNova; o realce festivo, ao estilo africano, dado ao cortejo de entrada para a Celebração,  à Entronização da Palavra, ao Ofertório, ao suspense para se conhecer os novos Juízes da Festa do próximo ano, e à Consagração a Nossa Senhora, unindo-nos, assim, à celebração dos 100 anos das Aparições de Fátima, momento em que também se distribuíram os Terços que o Santuário de Fátima nos ofereceu, precisamente para esta FESTA e que muito agradecemos; a abundante e magnífica partilha para que o almoço fosse mesmo de festa e com forte sabor intercultural; a tarde cheia de dança, de grupos, de música. Foi, verdadeiramente, um “dia cheio”, um dia de festa.

Ir. Deolinda Rodrigues

 

Festa de Santa Catarina de Sena 2017

Muito queridas Irmãs

Celebramos dia 29 de Abril a Festa de Santa Catarina de Sena, padroeira da nossa Província.

Catarina, que desde a profundidade do seu ser de mulher e da sua alma dominicana, revela-nos o que Deus nos anuncia e espera de nós, Missionárias Dominicanas do Rosário do Terceiro Milénio.

Hoje, somos desafiadas a ser mulheres com o fogo de Catarina e a ter os olhos do coração abertos, para ler os sinais do tempos e responder com coragem às necessidades do nosso tempo, como bem o expressa o poema do Frei Bento Domingos que enviamos em anexo.

FELIZ DIA DE SANTA CATARINA DE SENA!

Um abraço cheio de carinho e unidas no mesmo ideal missionário de ser "odres novos para vinho novo".

Vossas irmãs: Adelaide, Cármen e Mafalda

 

Nosso sonho: «ter comida para todo o ano»

O Distrito de Milange é um distrito muito fértil, e é considerado o celeiro da Província da Zambézia, em Moçambique, abastece com o milho, feijão, arroz e outros produtos agrícolas a outros distritos e ao vizinho país de Malawi. Porém no intervalo entre uma colheita e outra é geralmente “tempo de fome” toda a população, especialmente para as crianças sentem com força a fome, e muitas ficam desnutridas. 

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Experiência de quem vê nascer e vê morrer

As imagens das casas que se seguem são a expressão dum culminar duma etapa dum PROJETO, nascido em 1976, por iniciativa das Irmãs Missionárias Dominicanas do Rosário, tempo em que reinavam, em pleno, o entusiasmo, a inovação e o compromisso cristão, social e político, fruto do Concílio Vaticano II e do 25 de abril, em Portugal.

A casinha aqui apresentada expressa a realidade atual do que ainda resta do Bairro 6 de Maio, pois que os Bairros das Portas de Benfica, das Fontainhas, do Bairro Novo e da Estrela d África, campo da ação do referido PROJETO, já não existem. A casinha fotografada em vários ângulos, é a residência das Irmãs que aqui desejam viver até quando lhe seja permitido, não só para acompanhar o pequeno Grupo de Famílias, umas 70, que ainda aqui se encontram e que são, sem dúvida, as que , no momento, mais precisam, devido a circunstâncias várias e, ainda, para que a Câmara Municipal, decida quanto antes o que vai fazer do Centro Social 6 de Maio.

Chegadas a viver este momento o que se sente? O que se pensa? O que deseja?

Tantas coisas que te vêm à cabeça e, sobretudo ao coração, que não é fácil pô-las por escrito! Mas como se deseja, apenas, partilhar o essencial é preciso estar atenta para que a emoção e a parcialidade não o ofusquem.

-Olhando para trás, o que apetece dizer é: OBRIGADO SENHOR!

Obrigado por este lindo Projeto, tão bem concebido pelas primeiras Irmãs, pela população cabo-verdiana, na sua maioria, a chegar, na altura, em catadupa e pelos Voluntários e amigos.

Obrigado pelos que depois foram chegando, sobretudo guineenses e são-tomenses que enriqueceram a comunidade

Obrigado pela fidelidade das Irmãs que se seguiram até aos dias de hoje, pelos Colaboradores do Centro Social 6 de Maio, pelos Voluntários e Amigos que sempre desejaram ser fiéis aos princípios básicos que alicerçaram o Projeto.

Obrigado pelos inumeráveis subprojectos, ações, atividades, ajudas que constituíram a vida, em todas as áreas ( pastoral, educativa, social, cultural, familiar, política, festiva, jurídica, psicológica, etc.) destes 41 anos de presença e de trabalho. Muitas delas bem sucedidas e outras não tanto, mas que, no seu conjunto, mereceram o elogio e a admiração de muita gente, de muitos grupos e Instituições

Obrigado por sabermos que, gente sem fim que por aqui nasceu e viveu e que agora se encontra espalhada pelas mais diversas partes do mundo, ou de Portugal, sempre que tem oportunidade nos diz coisas do género: "Obrigado: o que eu sou, devo-o às Irmãs, ao Centro Social, aos Amigos, à vida que aqui vivi". Ou: " Eu estou bem onde agora me encontro, mas se pudesse voltava para o bairro. Tenho tantas saudades!" Ou, ainda: Abrir a camisa para nos mostrarem a tatuagem no peito, ou nas costas que diz: "amo o bairro 6 de maio". Outro exemplo: a organização dum primeiro Encontro, em Paris, no dia 6 de maio deste ano, para convívio das pessoas que foram destes Bairros e se encontram em França, Luxemburgo, Inglaterra e...

Como tem que ser grande o nosso OBRIGADO, meu Deus!

-Olhando o presente:

É tempo de saborear os frutos saborosos até agora amadurecidos e alguns dos quais foram mencionados.
É tempo de chorar o que não se conseguiu, pois muitas foram as pessoas dos Bairros que ficaram presas nos meandros das drogas, da delinquência, do fracasso, do analfabetismo, da ignorância, do fracasso profissional.
É tempo de sofrer e de ajudar, tudo o que se possa, as pessoas que ainda aqui se encontram com situações difíceis, ou porque, tendo direito a ser realojadas, estão indocumentadas, ou porque não têm direito por terem vindo para o bairro depois de 1993, altura em que se fez o realojamento.
É tempo de viver as preocupação, os medos, as inseguranças com as pessoas que estão a sair e que não gostam do sítio para onde vão, que se encontram com imensos problemas relativos às casas que compraram, etc., etc.
É tempo de desejar que esta realidade do bairro - que já não é Bairro, como dizem as próprias pessoas que ainda aqui se encontram - acabe quanto antes, devido à degradação do espaço, das casas, da lixeira que nos rodeia e, sobretudo, sobretudo, devido à degradação humana que está bem patente, diante dos nossos olhos, do nosso coração, devido às centenas e centenas - não sei se milhares - de toxicodependentes e traficantes de droga que dia e noite nos rodeiam e habitam os buracos, cubículos, que por todo o lado abundam, incluindo algumas partes da nossa própria casa.
É tempo de desejar, ansiosamente, que a Câmara nos diga com brevidade o que pensa sobre o futuro do Centro Social, sobretudo porque nos preocupam os cerca de 30 Colaboradores contratados que temos

-Olhando o futuro: Para o expressar não pode haver melhor escolha que a pintura da Ressurreição de Jesus, pintada pelo nosso Colaborador Nuno Remédio, que pela sua beleza e significado fala só por si. No entanto, direi que seria ótimo se tivéssemos uma Equipa de Irmãs Jovens, animadas, verdadeiramente missionárias, capazes de iniciar novos Projetos, dando continuidade a tudo o que já foi feito, mas com metodologias diferentes, uma vez que a população dispersa, está, ainda, mais aberta e sedenta!. Mas?!...Tudo CONFIAMOS nas Mãos de DEUS!

Comunidade das Irmãs da Venda Nova- Portugal

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