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MONS. ZUBIETA, UM HOMEM CONTEMPLATIVO NA ACÇÃO

Recordar Monsenhor Zubieta significa fazer memória de um excelente missionário, alguém que continua a ser referência constante e atualizada de como deve ser uma vocação missionária.

Toda a vida deste insigne missionário se baseia numa sólida fundamentação da fé, fielmente recebida, e na procura apaixonada da vontade de Deus, mediante uma ardente caridade para com Deus e para com os irmãos/as, em particular com as suas missionárias.

Nos escritos de M. Zubieta percebe-se a vivência de uma rica espiritualidade dominicana e missionária: contemplar e pôr em prática o contemplado. Contemplar a Deus na rica natureza da selva, nos acontecimentos, nas pessoas, no grito dos pobres: “ Ver a Deus em tudo”. Não vive de ritos, senão que despojado de toda a aparência, celebra a vida, os encontros, a amizade com os nativos, com os missionários, com as irmãs. A presença de Deus na selva qualifica-a como especial: “para saber o que é um sacrário, e agradecer ao nosso bom Deus as suas infinitas misericórdias, há que vir á selva…” A sua espiritualidade está conjugada entre o sacrifício e o amor, a luta e a esperança, a solidão e a experiência gozosa partilhada. Poderia resumir-se com a expressão do profeta Oseias: “Isto é o que Deus te pede: que pratiques a justiça, que ames com ternura e que caminhes humildemente com o teu Deus    “.

Muito se escreveu sobre a riqueza da sua pessoa e espiritualidade. Nesta celebração somos convidadas a refletir especialmente dois aspetos que dão sentido ao nosso ser e fazer missionário: trata-se da dimensão contemplativa e afetiva; aspetos que hoje se revestem de importância, neste mundo dominado pela pressa, pelo ruido, pelo ativismo, pela eficácia, e ao mesmo tempo um mundo tão carente de afeto.

 

                                               “Só a fé e confiança em Deus me infundem tranquilidade”

 

Dizem-nos as nossas constituições que a “acção evangelizadora reclama de nós uma capacidade contemplativa” e que, de acordo com a prática de Jesus, “ não podemos considerar acção e contemplação como dois polos antagónicos e mutuamente excluindo-se ” mas que “ ambos se integram na vivência unitária da prática evangelizadora”. (Cf. Const. 40-41.).

Estaremos certas se reconhecermos que esta exigência da capacidade contemplativa é herança de Mons. Zubieta, que como bom dominicano viveu com profundidade este rasgo tão próprio da espiritualidade dominicana: “ contemplar e oferecer o contemplado”. É desde esta perspectiva que devemos compreender o seu zelo missionário, que nunca perdeu, nem na prisão em Filipinas, e a sua grande disponibilidade para aceitar novos desafios na sua vida, em concreto, e talvez o maior: assumir as missões do Peru, que tal como ele referiu, aceitou, “ depois de pensar e consultar muito”. Não lhe resulta fácil, mas o aceita como sendo a vontade de Deus.

Desde um olhar contemplativo (atento e profundo) foi capaz de descobrir as necessidades da missão e dar-lhe resposta. Por isso nas suas viagens de explorador pensou e organizou projectos para melhorar a zona e os apresentou ao governo. Igualmente, compreende a necessidade de aumentar o pessoal, criar internatos nas missões para educar as crianças, (as quais pelas distâncias não podiam frequentar a escola) e incorporar irmãs na missão, para que se fizessem cargo da educação das meninas.

Podíamos dizer que vivia uma contemplação activa, uma contemplação desde a realidade que vivia, uma contemplação que compromete; assim o expressa numa das suas cartas às irmãs: “não vos falo de oração de quietude… a minha alma temperada pelos sofrimentos e toda a espécie de tribulações, contenta-se vendo a Deus em tudo e acolher os seus desígnios com uma fé cega n´Ele e nas suas obras; sempre disposto a dar a vida por Deus e pela salvação das almas que Ele remiu com o seu sangue”

No meio das dificuldades naturais da selva, a sede, o cansaço, doenças, naufrágios, etc, também encontra momentos para a oração profunda até Deus que se revela na beleza da natureza e que está presente no sacrário. Goza contemplando “ os panoramas mais bonitos e variados”, reconhece que junto com os seus companheiros de caminho ficam “extasiados na contemplação destes panoramas”. Também escreve: “sinto a graça em abundância… só desejo ocupar-me das missões e passar os momentos que possa diante do Santíssimo…”

 

“Não sei que devoção se sente neste santuário. À igreja chamam “Santa Rosa dos Padres” e a nós” os Padres de Santa Rosa” e creio que é assim, porque todos daríamos a nossa vida pela nossas irmãs e pela Patrona, e ela ao mesmo tempo vela pela nossa vida e até pelo nosso sono, de modo que ao separar-me deste Santuário, ficará nele a metade do meu coração, e não creio que dará má conta a minha querida irmã Santa Rosa”…

 

O sentido de oração compreende-o como necessidade de encher-se do Senhor, de súplica ao espirito, de petição á providência da qual se fiava totalmente. Tal como São Domingos rezava pelos caminhos, durante as longas horas de viagem em canoa, rezando o terço que muitas fezes o substituía pelo ofício divino, cantando ou meditando, partilhando com os companheiros de viagem a beleza dos bosques, das praias e dos rios, etc. fazendo da natureza o principal santuário da sua celebração e contemplação.

 

Textos de apoio: Êxodo 13, 21-23; Romanos 8, 18-39; Constituição: 3, 4, 40, 41, 42

 

INTERPELAÇÃO:

A partir do testemunho do nosso Fundador somos convidadas a perguntar-nos:

  • Como vivemos nós a contemplação?
  • O Deus que contemplo, é o Deus vivo, atuante na história e que nos envia permanentemente aos irmãos e imãs?
  • Na aproximação aos pobres e excluídos, procuramos de facto o que Deus quer para as pessoas?

  

FELIZ DIA DO NOSSO PADRE FUNDADOR.

 

Ir. Marina Vasco
Comunidade S. Domingos, Mahotas

SALMO À CHAMA DA MISSÃO NO CENTENÁRIO

 

Refrão: Graças Senhor te dou, Senhor! 2x.

1. Dai graças á Deus porque é eterna a sua bondade;
Dai graças por Ascensão Nicol e Zubieta: Graças Senhor Te dão.
Graças por ter mantido acesa a chama interior,
Dai graças ao Espírito que tocou e aqueceu o coração deles. Refrão
 
2. Inspirou-lhes profundamente um novo ideal,
Ampliou-lhes o olhar pelas necessidades dos outros: Graças Senhor Te dou
Fortificou neles o desejo de servir a Jesus na selva,
Fez arder a paixão pelos pobres e marginalizados: refrão.
 

3. Não importou deixar o convento, atravessar montanhas e rios,
experimental o frio e provações: Graças Senhor Te dou.  
Graça porque do sacrifício veio a vitória
Graça porque da oração veio a abundância. Refrão

 
4. Graças porque é dando que se recebe,
Graça porque é morrendo que se vive: Graças Senhor Te dou.
Graça porque é plantando, regando, cuidando que se colhe, 
E nasce a chama dos 100 anos. Refrão
 
5. A luz que guiou desde o princípio,
Orientou as primeiras pegadas ao sair do convento até ao chegar á selva: Graças Senhor Te dou.
Se manteve acessa no vento forte e na escuridão intensa
E brilhou no olhar do frei Ramón e madre Ascensão. Refrão.
 
6. A luz de um futuro ansiado,
A chama que acompanhou o progresso do povo da selva: Graças Senhor Te dou.  
Continua iluminando os pobres aos quais o carisma nos envia,
E conduz as nossas novas missões. Refrão
 
7. É a chama da nossa origem,
Que não nos deixa indiferentes frentes à miséria: Graças Senhor Te dou.
A chama do nosso entusiasmo missionário,
A chama que aquece continuamente os nossos corações. Refrão

Irs. Saquina Madodo e Páscoa Amizade
Comunidade S. Tomás. Maputo

 

O Grito dos pobres

  • É o grito estrangulado de bebés que não podem vir à luz, de crianças que padecem a fome, de adolescentes habituados ao fragor das bombas em vez de o ser à algazarra alegre dos jogos.
  • É o grito de idosos descartados e deixados sozinhos.
  • É o grito de quem se encontra a enfrentar as tempestades da vida sem uma presença amiga.
  • É o grito daqueles que têm de fugir, deixando a casa e a terra sem a certeza dum refúgio.
  • É o grito de populações inteiras, privadas inclusive dos enormes recursos naturais de que dispõem.
  • É o grito dos inúmeros Lázaros que choram, enquanto poucos epulões se banqueteiam com aquilo que, por justiça, é para todos.

 

A injustiça é a raiz perversa da pobreza. O grito dos pobres torna-se mais forte de dia para dia, mas de dia para dia é menos ouvido, porque abafado pelo barulho de poucos ricos, que são sempre menos e sempre mais ricos.

Perante a dignidade humana espezinhada, muitas vezes fica-se de braços cruzados ou então abanam-se os braços, impotentes diante da força obscura do mal. Mas o cristão não pode ficar de braços cruzados, indiferente, nem de braços a abanar, fatalista! Não...

O crente estende a mão, como Jesus faz com ele. Junto de Deus, o grito dos pobres encontra guarida, mas em nós? Temos olhos para ver, ouvidos para escutar, mãos estendidas para ajudar? «Nos pobres, o próprio Cristo como que apela em alta voz para a caridade dos seus discípulos».

Pede-nos para O reconhecermos em quem tem fome e sede, é forasteiro e está privado de dignidade, doente e encarcerado (Mt 25, 35-36).

O Senhor estende a mão: é um gesto gratuito, não devido. É assim que se faz. Não somos chamados a fazer bem só a quem nos ama. Retribuir é normal, mas Jesus pede para ir mais longe (Mt 5, 46): dar a quem não tem para restituir, isto é amar gratuitamente (Lc 6, 32-36).

Consideremos os nossos dias: entre as muitas coisas que fazemos, alguma é de graça? Fazemos algo por quem não tem com que retribuir? Tal há de ser a nossa mão estendida, a nossa verdadeira riqueza no céu.

Estendei-nos a mão, Senhor e agarrai-nos. Ajudai-nos a amar, como Vós amais. Ensinai-nos a deixar o que passa, a encorajar quem vive ao nosso lado, a dar gratuitamente a quem está necessitado. Amén.

Retirado da homília do Papa Francisco para o Dia Mundial dos Pobres

 

Encerramento das comemorações dos 100 anos Congregação

"O 7 de outubro foi, de facto, um dia GRANDE para as Missionárias Dominicanas do Rosário, pois nesse dia tiveram, na Igreja da Buraca e no Seminário de Nossa Senhora de Fátima, em Alfragide, a GRANDE Celebração de encerramento dos 100 anos da fundação da Congregação.

Por esse motivo foram muitos e bonitos os testemunhos recebidos. Como expressão dos mesmos partilha-se o da Fátima Alves, que faz parte do Grupo LEIGOS EM ASCENSÃO (LEA) e que no dia seguinte, logo bem cedo, escreve ao Grupo, o seguinte:

“Que dia liiiiiiiindo o de ontem. 

Nós (do Porto) estamos exaustas. A viagem foi cansativa e o facto de ter sido num domingo não ajuda. Mas valeu TANTO a pena!

Como é que com coisas tão simples se  proporciona um dia tão fantástico?!?

A Eucaristia foi maravilhosa. De facto, a festa africana ajuda a que nem sintamos o tempo a passar. 

A homilia foi espetacular. Que palavras lindas e sábias! ("Deus só quer que sejamos felizes!")

O almoço foi top e a tarde... Bom, sem palavras.

Foi tudo tão, tão bom!

Irmãs, estão mesmo de PARABÉNS!

Foi uma honra poder partilhar o dia de ontem convosco.

Quanto aos LEA, embora com muitas ausências, acho que estivemos bem representados! E até o nosso Hino se ouviu. Que orgulho!

Em breve, estaremos juntos e poderemos partilhar memórias deste dia do encerramento do Jubileu.”

Fátima

 

Jovens e Maria

Num contexto de testemunho e de mensagem durante a peregrinação a Fátima da Família Dominicana e do Rosário, foi-me atribuída a tarefa de partilhar, em algumas palavras, um pouco da minha visão daquela que é a relação dos jovens com Maria.

Continuar...

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