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reuniÃo da ComissÃo da JustiÇa e Paz da CIRP

Dia 15 de Março participei na reunião da Comissão da Justiça e Paz da CIRP. Embora tivesse saído bastante antes da reunião ter acabado – à tarde tínhamos os anos da Flori no Centro Social e ainda havia coisas a preparar! – há alguns aspectos que foram reflectidos e que gostava de partilhar:

  1. Reflectíamos que nós, Religiosas/os falamos e escrevemos muito sobre a dimensão profética, mas que nem sempre isso se traduz em gestos, em obras, em atitudes. Poderia ser um tema de reflexão e de conversão em tempo de Quaresma. O que escrevo a seguir, talvez possa ajudar.

  2. A Comissão de Justiça e Paz tem no seu site um espaço que se chama “Campo Aberto”, para onde se pode/deve enviar exemplos concretos, testemunhos de situações de pessoas que, por algum motivo estão a passar mal, ou exemplos/iniciativas positivas de alguém que se esforça por tornar melhor o nosso mundo. A leitura de um destes dias dizia que Deus vai fazer um novo céu e uma nova terra. (Isaías, 45).Nós podemos “ajudar” a Deus, nessa Sua Obra!

  3. Falou-se sobre os preparativos que estão a decorrer para a próxima vinda do Papa a Portugal e partilhávamos:

- Que era importante que o Papa aparecesse mais como Pastor, como representante de Cristo, do que como Chefe de Estado. Que fosse uma oportunidade para se apresentar o Evangelho de Jesus. Sabemos que quem mais dificulta e impede esta imagem, não é o Papa, mas sim quem concebe e prepara a vista.

- Que é uma pena que no Programa da visita, não haja espaço para um encontro com os jovens, as diferentes confissões religiosas e com as minorias étnicas, dado que o problema da imigração é um dos problemas mais sérios que a Europa vive hoje.

-Dada a crise que Portugal hoje atravessa, seria muito bom que os gastos em torno a esta visita não fossem muito elevados. Parecia-nos, sobretudo, que o custo com o altar para a celebração da Eucaristia na Praça do Comércio, é demasiado alto.

- Há alguns Movimentos que talvez estejam a promover um “culto” exagerado ao Papa

Com tudo isto não queremos dizer que não devemos estar contentes com esta vinda e em total comunhão e colaboração.

Com um abraço

Ir. Deolinda