Fotogalerias
Bairro 6 de Maio
Moçambique
 
Copyright ®
Missionárias Dominicanas do Rosário
  NOVIDADES
 

A Vida no ColÉgio FLORI

A nossa directora pedagógica, Piedade Ferrão, é minhota de alma e coração mas dividiu sempre a sua vida entre Fafe, a sua terra natal e o Porto onde está há quase 30 anos. Onde cresceu não havia colégios e, por isso, começou por ir para uma professora particular. Estudou quase sempre em Guimarães onde fez o Magistério Primário.

“Decidi ser professora muito cedo e nunca pus a hipótese de ter outra profissão. Lembro-me de ser criança e de, nas férias grandes, ensinar a escrever o nome às pessoas que trabalhavam na quinta. O contacto com o analfabetismo e a admiração pela minha professora primária foram certamente decisivos na minha opção profissional.

Aos 19 anos começou a trabalhar no ensino público. Em cinco anos lectivos passou por escolas de Barcelos a Elvas, do Bairro de S. João de Deus ao Bairro da Pasteleira no Porto… e foi nesta altura, de incertezas e muita instabilidade que apareceu o Flori.

“Estou no Flori há 26 anos e aqui aprendi muito. Nunca esquecerei as colegas que me ajudaram, mas não posso deixar de mencionar duas pessoas que me marcaram profundamente. A Madre Begonha, pela competência, pela boa educação e pela exigência. A Madre Isabel pela bondade, pela solidariedade e pela alegria. Dois pontos de referência na minha formação pessoal e profissional.”

Ao longo da sua caminhada profissional, teve muitas alegrias, muitos reconhecimentos, muitos bons momentos. “Os menos bons foram esquecidos e ultrapassados. Vinte e seis anos são muitos alunos, muitos pais, muitas horas de aulas”

Quando se fizeram as obras no colégio, foi a professora escolhida para ir dar aulas para a sala de visitas das Madres, contígua à capela. Foi um sinal de confiança, uma prova de responsabilidade. “Quando havia Missa, os meus alunos do primeiro ano faziam silêncio absoluto durante pelo menos meia hora. Quando acabava a Missa o Frei Bernardo passava na nossa sala a dar-lhes os parabéns e a Madre Isabel ia cantar com eles um bocadinho. Eu receava sempre que algum se esquecesse dos nossos compromissos, nunca falharam. Foi um grupo brilhante academicamente e que me obrigou a muita dedicação.”

Ser directora pedagógica nunca fez parte dos seus planos. Não sendo pessoa de desistir, assumiu essa tarefa com toda a dedicação.

“Faço o que sei, o que posso, mas, por vezes é um pouco complicado. Dá-me menos alegrias, menos descanso. Ser directora pedagógica é tentar conciliar uma infinidade de tarefas diferentes. É lutar todos os dias para que os nossos alunos cresçam competentes, felizes e bons. É colaborar com os professores, dialogar com os alunos, cooperar com as Madres, coordenar burocracia, planear o dia-a-dia do colégio e ouvir reclamações. Das mais justas às mais injustas. É ensinar e aprender. É ser professora de muitos alunos, confidente de alguns e amiga de todos. É defender as crianças, a competência do ensino e os valores, sempre, sempre, sempre, custe o que custar.”

Para o futuro do FLORI, Piedade Ferrão…
“…Gostaria que o Flori conseguisse manter sempre a familiaridade e a excelência.
… Gostaria que os nossos ex-alunos continuassem a manter cá os seus filhos, como acontece agora.
… Gostaria que houvesse muitas Madres para ajudar nesta gloriosa missão que é a educação.
… Gostaria que o colégio evoluísse, mas que mantivesse sempre o seu espírito.”

(entrevista publicada no Boletim nº 9 de Junho 2010 da Associação de Pais e Encarregados de Educação do Externato Jardim Flori)